É CADA VEZ MAIS O NUMERO DE IMÓVEIS QUE DESABAM OU SÃO DESTRUIDOS PARCIALMENTE POR CAUSA DAS CHUVAS E O PROPRIO DESCASO QUE OCORREM NA CIDADE DO SALVADOR.Abandono e degradação.
Não vejo como um problemas isolado para qualquer orgão publico apenas pergunto porque se ninguem tem condições de fazer porque não discutimos isto tudo sem tanta burocracia ,sem tanta lentidão,sem tanto descaso.Se é para fazer alguma coisa vamos colocar a sociedade para ser responsável tambem.É um problema público e não sabemos nem como resolver!
Será que devemos esperar que caiam todos para se tomar uma providência?Será que as pessoas que ali vivem devem ser esquecidas só porque moram em um prédio antigo e esquecido pelas autoridades?
O exemplo temos muitas vezes em nossas vidas em nosas casas , quando guardamos alguma coisa que temos apego mas não temos a mínima condição de cuidar.Porque não vender para quem possa cuidar ou tomamos um bom emprestimo para poder recuperar e fazer uma cobrança atraves de alguns serviços(como visitações) e pagar este empréstimo.
Segundo o levantamento do IPAC, nos municípios do Pólo Salvador e Entorno existem mais de 350 monumentos de importância histórica. No entanto, somente cerca de 140 monumentos são oficialmente tombados.Os monumentos tombados e os que contam com movimentação turística se encontram em boas condições. Mesmo que não se tenham feito intervenções de recuperação nesses monumentos, existem ações de preservação e manutenção conduzidas pelo próprio IPHAN, pelo IPAC ou pelos proprietários e instituições mantenedoras do monumento
“O tombamento significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com oobjetivo de preservar, por meio de legislação específica, bens de valor histórico, cultural,arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser descaracterizados, demolidos, destruídos ou mutilados. O tombamento pode ser aplicado a bens móveis e imóveis, quais sejam: fotografias, livros, mobiliários,utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, bairros, etc., mas somente àqueles de interesse coletivo e para a preservação da memória.Embora seja um mecanismo legal bastante antigo, o tombamento nunca foi
suficientemente divulgado, de modo que sobre ele pairam muitas dúvidas e incompreensões. Confunde-se, por exemplo, tombamento e desapropriação, supondo-se que um lugar tombado nunca poderá ser objeto de alteração, adaptação ou reforma. No entanto, a preservação - e o tombamento, que é um dos seus instrumentos - constitui uma forma de gerir a cidade, sendo parte essencial do seu planejamento físico-territorial.”
conversando com uma pessoa que trabalha no Centro de Salvador pude perceber que algumas idéias poderiam ser discutidas e levadas para estes orgãos que demonstram ter muita gente competente mas pouca ação.
1-Fazer o levantamento de todos este monumentos,imóveis ou lugar tombado ,criar grupos no Iphan ,Ipac IAB que pudessem realizar estudos e projetos com definições e resoluções prévias para que estes bens antes mesmo de serem adquiridos e recuperados já tenham estes projetos aprovados não criando dúvidas de sua utilização para quem possa estar investido .Assim o poder público poderia acompanhar estas obras deixando o custo de sua manutenção preservação para quem tiver condições de fazer.Estas recuperações seguiriam os códigos dispostos nos orgãos publicos e previamente aprovados para não haver dúvidas de como e o que poderá ser usado e realizado.




2 comentários:
Mais um antigo casarão "tomba", é louvável todo esse papo de "planejamento", "discussões", "mesas redondas", do governo, mas o que o centro antigo precisa é de AÇÃO IMEDIATA. E nem precisa gastar muito dinheiro "remendando" as casas.
Concordo com quase tudo que vc escreveu, talvez colocaria apenas de uma outra forma. Usaria a seguinte estratégia:
1) Procurar os proprietários dos prédios em riscos para saber se eles podem ou têm interesse em reparar seus imóveis.
2) Em caso o proprietário não se habilite, abrir um processo de leilão do imóvel e torná-lo disponível para compra e reutilização do espaço.
3) Quando houver um investidor habilitado financeiramente para a aquisição e reforma, facilitar o empreendimento, com assessoria ao projeto, análise e fiscalização do cronograma, etc. Para tal, é imperativo, flexibilidade com a adequação do que é proposto pelo novo dono, e agilidade no processo tecnico-administrativo exigido para a recuperação do imóvel, e posterior transformação do mesmo.
A iniciativa privada está claramente ávida para adquirir áreas para novos empreendimentos. O que torna o centro antigo inviável é o fato da área ser regida por leis impostas pelo IPHAN e IPAC, órgãos conhecidos (por decadas) pela sua lentidão, falta de transparência administrativa e excesso de burocracia na avaliação de novas propostas de uso ou técnicas restaurativas.
O futuro do centro antigo está essencialmente nas mãos do IPHAN / IPAC e SUCOM. A sociedade não pode ficar esperando meses para avaliações de projetos e inflexibilidade no julgamento de novas propostas para os antigos prédios; afinal não estamos restaurando o Coliseu de Roma e sim prédios parcialmente desconfigurados pela ação do tempo, que estão prestes a desabar sobre a população (ainda que alguns destes sejam invasores que agem dentro do próprio centro antigo)
O IPHAN na Bahia Prefere nitidamente administrar ruínas do que administrar o Patrimônio, a palavra que mais gostam é "TOMBAMENTO" que usam de forma dupla, desde o momento que tombam e impede qualquer reforma que se adapte ao mundo competitivo que vivemos hoje e até a hora que o imóvel tomba ao chão levando com ele a sua história e algumas vidas. A burocracia, a inoperância, a falta de compromissos e a arrogância fazem do IPHAN um órgão desacreditado e até repudiado por todos os cidadãos.
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